trans('Top')
Notícia

Os custos de não implementar um programa de formação na empresa

  • 30/11/2017

 A essência de uma organização passa pelos seus colaboradores.

 

A lealdade, a motivação, as competências e a produtividade dos seus colaboradores são fundamentais para o crescimento e o sucesso de uma empresa. Assim, enquanto a formação apresenta um custo, os riscos da não formação podem custar-lhe muito mais.

É mais fácil pensar na formação como uma despesa com retorno incerto do que como um investimento no crescimento sustentável da empresa. Embora não se possa negar que um programa de formação empresarial implica custos (alguns deles mais difíceis de quantificar do que outros), a falta de formação no local de trabalho traz os seus próprios riscos e pode, de fato, ser mais caro do que o custo da formação em si.

Alguns desses riscos onerosos incluem a alta rotatividade de pessoal, a falta de candidatos especializados, além da perda de vantagem competitiva uma vez que os membros da equipa não possuem as competências necessárias para enfrentar os desafios atuais.

O truque é considerar os custos associados à falta de formação no local de trabalho e equilibrá-los com os custos envolvidos na formação em si.

 

1. PERDER OS MELHORES COLABORADORES

A alta rotatividade de pessoal é um dos desafios mais comuns que as empresas enfrentam hoje. No entanto, poucas empresas percebem o custo deste desafio. Quando um colaborador decide sair, o golpe financeiro é duplo.

A maior perda é, regra geral, a propriedade intelectual que o colaborador leva com ele. Pense nisso! Toda a experiência adquirida, as competências desenvolvidas e a sua visão da organização e da equipa são perdidas. Não só é perdida, como tem que ser substituída,o que significa o surgimento de despesas na contratação e formação (mesmo que interna) do novo colaborador acoplada à consequente perda de tempo e de produtividade.

Há especialistas que consideram que o custo total de perder um colaborador, quando todos os fatores são tidos em conta, pode variar entre as dezenas de milhares de dólares, até o salário anual atual desse colaborador. Esta é uma séria perda que, em muitos casos, poderia facilmente ter sido evitada através da formação.

 


Por que formar?

A falta de formação no local de trabalho é muitas vezes o motivo pelo qual os colaboradores experientes e especializados procuram “pastagens mais verdes nos braços dos concorrentes”. Esses indivíduos querem crescer e desenvolver suas competências de acordo com as tendências do mercado, porque esta é a melhor maneira de fazer florescer a carreira.


 

Quando seu local de trabalho não oferece oportunidades para adquirir as competências que o mercado procura, os colaboradores têm, geralmente, poucas opções para além de procurar oportunidades onde poderão adquirir a formação ou exposição direta aos novos desenvolvimentos na sua área.

 

2. PERDER CANDIDATOS DA NOVA GERAÇÃO

É bem-sabido que os Millennials e Geração Z esperam que as empresas invistam ativamente no desenvolvimento de suas competências.

Esta brilhante mão-de-obra digital considera que as oportunidades de formação e desenvolvimento pessoais são fundamentais para a sua vontade de comprometimento a longo prazo. Na verdade, estes colaboradores são mais propensos a considerar as oportunidades de formação relevantes em detrimento de outros benefícios de trabalho, como um salário ligeiramente superior, por exemplo.

Em pesquisas recentes1, verificou-se que mais de 1/3 dos inquiridos considera que um programa de formação e desenvolvimento abrangentes é o principal benefício que eles procuram obter.

Tudo isto faz com que a falta de formação no local de trabalho seja um erro crasso, principalmente se se pretende ter uma força de trabalho de topo e atualizada. Isto pode significar que, se uma organização não conseguir gerar oportunidades de formação satisfatórias, é improvável que consiga atrair os melhores candidatos, arriscando-se, além disso, a perder os seus para a concorrência.

1 (PwC, 2017) The Workforce of the Future: The Competing Forces Shaping 2030

 

3. DESTRUIR A VANTAGEM COMPETITIVA

A falta de formação no local de trabalho pode não só resultar na perda de seus melhores colaboradores, e com isso numa luta desigual na captação de novos talentos, mas também significa que sua força de trabalho remanescente possui competências já desatualizadas.

Todos percebemos que nos encontramos num momento de mudança emocionante, mas isso tem os seus riscos. Com a rápida e constante introdução de novas tecnologias, novas regulamentações e novas metodologias em quase todos os setores, as empresas podem prejudicar o seu crescimento se deixarem que a sua formação fique estagnada.

Por exemplo, se os colaboradores relevantes desconhecem a nova regulamentação no tratamento de informações de dados pessoais do cliente (aproveite para fazer o download do nosso guia essencial aqui), isso pode introduzir um importante risco de litígio para a organização. Noutro caso, os colaboradores da análise de negócios que trabalham com modelos e técnicas desatualizados não são tão eficazes como seriam com a aplicação de novos métodos.

Algumas dessas ineficiências podem parecer pequenas ou insignificantes por si só. Mas se trabalharmos através das camadas organizacionais, uma por uma, fica percetível rapidamente que a falta de formação no local de trabalho é um obstáculo sério para que as organizações se possam manter à frente da concorrência.

 

4. NÃO ALCANÇAR A PRODUTIVIDADE PLENA

A formação pode parecer um vazio que seria melhor “empregue a produzir”. Porque o tempo é dinheiro! E se a formação dos seus quadros não for corretamente desenhada e executada, isto pode, infelizmente, ser verdade.

No entanto, quando a formação é desenhada e entregue de forma eficaz, ela pode produzir um aumento na produtividade e uma redução na rotatividade de pessoal que pode justificar o investimento. A produtividade de um ou dois departamentos importantes, geralmente, gera lucro e apoia diretamente o crescimento sustentável da organização.

 


Então, por que é que as organizações não aproveitam esta oportunidade?

Na maioria dos casos, é um efeito colateral infeliz do pensamento de curto prazo. A falta de formação no local de trabalho é geralmente resultado de executivos que pensam: "não nos podemos dar ao luxo de investir tempo neste momento, estamos demasiado ocupados". A ironia parece óbvia.

 


 

Desenvolver a capacidade de fazer mais em menos tempo irá melhorar não só os resultados finais, mas também permitir aos colaboradores uma distribuição do seu tempo de trabalho. Por exemplo, se um produtor de software receber formação que torne 80% menos provável a reescrita do seu código, eles poderão dedicar mais energia a inovar, partilhando as suas ideias e aprendizagens com os outros e contribuindo para a o aumento da propriedade intelectual influência no setor da sua organização.

 

5. NÃO INOVAR

Sem os melhores colaboradores, as mentes jovens mais brilhantes da área e as mais recentes competências dentro de portas, nenhuma organização pode esperar ser inovadora. E, infelizmente, o clima competitivo impulsionado pela mudança “não é simpático” com aqueles que não inovam.

Isso faz com que a falta de formação no local de trabalho, nos torne não só míopes em termos do sucesso imediato da organização, mas também da saúde da mesma a longo prazo.

Empresas que não criam oportunidades aos colaboradores de aprenderem a lutar com aqueles que aproveitam a cultura de aprendizagem, são empresas que fazem chegar baixos lucros aos acionistas, ficam para trás da competição e, em muitos casos, encontram-se numa rápida espiral descendente. Por outro lado, as organizações que priorizam o desenvolvimento profissional contínuo dos seus colaboradores florescem. Essas empresas oferecem um maior espaço de investimento pessoal, eficiência aprimorada e um ambiente mais propenso à inovação.

Mesmo as inovações "escondidas", como são as melhorias nos processos de negócios existentes, podem fazer a diferença entre perder posição no mercado ou estar no topo.

 

6. OLHAR ÀS GRANDES QUESTÕES

É compreensível que muitas organizações desconfiem do investimento a ser aplicado na formação, especialmente quando não entendem os custos envolvidos na falta da mesma e o que influencia esses custos.

No entanto, com uma sólida compreensão dos custos básicos e dos custos ocultos, sabendo como escolher a formação, on-line ou presencial, e sendo capaz de executar excelentes cursos de eLearning/ bLearning dentro do orçamento, todas as organizações podem evitar os riscos resultantes da falta de formação no local de trabalho.

Se tudo isso soa um pouco assustador, observe as grandes questões, a chamada Big Picture. Mesmo um programa de formação empresarial simples baseado nas melhores práticas podem gerar um feedback significativo no investimento e aumentar o lucro, assim como alavancar o crescimento da empresa.

 


A formação efetiva faz vir ao de cima o potencial dos indivíduos e das organizações. Na atualidade competitiva, a questão não passa só se uma empresa se pode dar ao luxo de oferecer formação empresarial, mas se pode ou não pagar por ela.



Artigo adaptado de: https://elearningindustry.com/lack-of-training-in-the-workplace-costs

 

 

Esteja atento às nossas novidades nesta área da formação para empresas, plataformas de formação de eLearning, entre outras.
Acreditamos no nosso lema, Knowledge for Everyone, e estamos a torna-lo cada vez mais numa realidade a cada dia que passa. Visite o nosso site, inscreva-se nas nossas newsletters e aproveite os eventos que oferecemos aos nossos clientes.