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Notícia

Metodologias ágeis, inovação e eficiência

  • 17/01/2018

Novas formas de inovar, manter uma boa produtividade e permanecer competitivos são os retos de todas as empresas. Todas as organizações pretendem ser inovadoras! Para isto bastará ter na sua estrutura pessoas criativas e cheias de ideias, certo? Não na sua totalidade. Mais do que ideias novas ou mesmo novos produtos, é necessário fazer a correta identificação das tendências emergentes e das necessidades crescentes dos clientes. Este trabalho de prospeção deve ser concertado internamente e exige mudar o foco direcionado aos produtos para o foco direcionado aos clientes. Exige-se, por um lado, uma colaboração alargada (não só interna, mas também externa através de parcerias com outras organizações), mas por outro lado, exige-se um processo disciplinado de desenvolvimento de produtos. Se olharmos atentamente aos exemplos de inovação, é percetível que a inovação, surge em contexto de mudança tecnológica, dos negócios e das tendências de consumo.


Ao longo dos últimos 100 anos a forma como as organizações criam valor tem evoluído:

- de 1900 a 1950, na “era da industrialização”, a produção em massa alavancou a criação de valor para as empresas;

- entre 1950 e 1980, na chamada “era da distribuição”, foi com a distribuição globalizada que as empresas melhoraram os seus serviços;

- na “era da informação”, entre 1980 e 2000, aqueles que detinham a informação dominavam o mercado;

- já entre 2000 e 2015, na “era da experiência”, aquilo que levou a uma diferenciação no mercado foi a qualidade da experiência e a capacidade que uma organização apresentava em envolver os clientes;

- desde 2015, na “era da inovação”, aquilo que leva uma empresa ao sucesso é ser movido pelo propósito da inovação, pela paixão e pela transformação das experiências.


Para libertar o potencial da inovação é necessário, sem dúvida, ter ideias criativas e novas, mas, mais importante do que isso é aproveitar, não só as pessoas inteligentes e talentosas que as empresas têm nos seus quadros, mas também ter em muita consideração as relações externas. O estabelecimento de relações com o nosso envolvente é o que nos pode permitir inovar com eficiência e agilidade. Esta abordagem multifacetada nem sempre é fácil, pois exige muito planeamento e jogo de cintura para lidar com os diversos stakeholders.

A inovação ágil passa pela capacidade de fazer com que as coisas difíceis pareçam fáceis, criando a possibilidade de novos negócios com entregas rápidas e mantendo o foco nas necessidades do cliente. Para que as organizações possam sobreviver na atualidade devem:

- encorajarem a experimentação, a colaboração e a aprendizagem;

- aspirarem atingir a agilidade e a criação de processos inovadores;

- transparecerem segurança (nunca incerteza);

- aumentarem a eficiência (mas não manter o foco somente nas boas práticas e nos procedimentos padrões);

- aceitarem que a mudança é uma realidade inegável e que pode surgir até em fases tardias dos projetos;

- serem criativas e abertas às novas ideias, opiniões e parcerias.

 

Andrea Junqueira, Abaco Training Academy


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