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Notícia

Cidades Inteligentes - Soluções IoT

  • 26/06/2018

As receitas geradas por tecnologias da Internet das Coisas (IoT) viradas para cidades inteligentes atingiram no final de 2017 20,2 mil milhões de euros, de acordo com os dados da ABI Research. A consultora, que se dedica a tecnologias disruptivas, prevê agora que as doze principais tecnologias IoT para smart cities atinjam 50 mil milhões de euros em 2026, a um ritmo de crescimento anual em torno dos 11%.

 


Contadores inteligentes e vídeo vigilância são as áreas com maiores oportunidades de receitas


O relatório da ABI Research identifica os contadores inteligentes e a vídeo vigilância como os segmentos com maiores oportunidades de receitas. No entanto, as áreas que estão a crescer mais rapidamente são as estações de carregamento de veículos elétricos e a iluminação pública inteligente.

Em termos de categorias de receitas, quanto mais acima na cadeia de valor, maior a recompensa: por exemplo, aplicações e serviços, analítica e inteligência artificial, e um grande foco na segurança.

Curiosamente, a pesquisa avisa para o decréscimo de atratividade de outras áreas, pelo menos no que toca à geração de receitas: são elas a conectividade, sensores, gestão de dispositivos e serviços profissionais. O motivo é este: há cada vez mais comoditização e padronização em plataformas.

 

Elementos críticos

Há vários anos que gigantes da indústria se vêm posicionando para capitalizarem na explosão da Internet das Coisas, que está agora em pleno efeito. Cisco, SAP, IBM, Microsoft, Nvidia, Amazon, Huawei e Siemens são incontornáveis, neste momento. A estas multinacionais juntam-se outras empresas com plataformas igualmente interessantes, tais como a Chordant da InterDigital, a NetSense da Verizon, a Impact da Nokia e a ThingWorx da PTC.

Um ponto interessante da pesquisa é concluir que quase todas, “senão mesmo todas” as fornecedoras de tecnologia estão a olhar para as cidades inteligentes como foco das estratégias IoT. O que a consultora diz é que “apenas as que endereçarem os desafios específicos que as cidades enfrentam irão ganhar.” Entre os fatores críticos para o sucesso está a capacidade de oferecer soluções flexíveis e extensíveis na modalidade “como serviço”, isto é, em que o cliente paga à medida que utiliza. Outros fatores são o ecossistema de financiamento e suporte, interoperabilidade baseada em standards e garantia de gestão do ciclo de vida das tecnologias.


“Simplesmente aplicar uma camada de marketing a uma plataforma IoT genérica não vai dar”, avisa a ABI Research.



A SAP lançou a sua plataforma Leonardo há quase um ano, como chapéu para englobar todas as suas iniciativas relacionadas com IoT – desde Connected Goods e Vehicle Insights a Asset Intelligence Network e Predictive Maintenance and Service. A iniciativa recebeu um investimento de vários milhares de milhões de dólares.

 

Andrea Junqueira, Abaco Taining Academy 

Notícia retirada de http://vodafoneiotconference.dinheirovivo.pt